quarta-feira, 24 de março de 2010

5ª Paragem – Esposende, Ofir e Apúlia

Enquanto nos dirigíamos para Ofir, pelo caminho fomos acompanhamos por uma belíssima paisagem de onde nos foi possível observar a Ribeira das Pombas.




Quando chegamos a Esposende, deparamo-nos com uma restinga – acumulação de areia ligada à faixa litoral por uma das suas extremidades e com outra livre.



Em Ofir, podemos observar esporões - construções artificiais para regularizar os ritmos de abrasão e deposição marinha em determinados locais da costa, para protecção de pessoas e bens. Destinam-se a evitar o efeito abrasivo sobre a linha de costa.


Por fim, dirigimo-nos para a Apúlia, onde nos foi possível ver dunas brancas. Estas dunas são bastante frágeis devido á fragilidade da sua vegetação e também das próprias dunas. Mas, por outro lado, têm bastante resistência ao mar.



4ª Paragem – Serra d'Arga

A próxima paragem foi em Serra d'Arga. Pode-se dizer que Serra d’Arga emerge entre as margens do rio Lima e do rio Coura. Trata-se de um grande maciço de granito de grão grosseiro que se eleva abruptamente dos terrenos xistentos que o rodeiam, destacando-se de muito longe pela sua forma.




Serra d’Arga é atravessada por inúmeros regatos e rios que nas suas zonas mais elevadas nascem. Fantásticas foram as paisagens que nos foi permitido observar ricas em andaluzites e hematites a par das marmitas de gigante.


É de referir que foi nesta quarta paragem que se deram o maior número de quedas por parte dos alunos.

3ª Paragem – Paredes de Coura

O tempo dado a esta terceira paragem foi reduzido, em comparação com todas as outras. Mas mesmo assim observámos coisas bastante interessantes. Mais concretamente, paramos em Rubiães, uma freguesia de Paredes de Coura.



A igreja de S.Pedro foi algo que nos chamou bastante à atenção. Esta igreja está classificada como Monumento Nacional desde 1913.

2ª paragem – Frades


Em Frades, foi-nos possível observar vestígios da existência de uma derrocada. Esta derrocada simplesmente corresponde a um movimento de massa – são movimentos de rochas numa zona vertente provocados por vários factores como por exemplo a erosão e a gravidade.



Enquanto observávamos a paisagem da derrocada, o professor foi-nos dando algumas informações. Uma delas foi o facto de um factor que terá contribuído para a derrocada foi a existência de um contacto geológico entre rochas graníticas e xisto.



Outra informação que conseguimos captar foi a existência de esquilos naquela zona, uma vez que as pinhas estavam roídas sendo isto, uma actividade praticada unicamente pelos esquilos.

Quanto à derrocada, terá provocado cerca de 4 mortes e destruiu habitações. Teve assim um grande impacto na sociedade e no ecossistema.



1ª Paragem – Arcos de Valdevez

A primeira paragem foi em Arcos de Valdevez, uma vila portuguesa no Distrito de Viana do Castelo, região Norte e sub-região do Minho-Lima. Estivemos em contacto com o Rio Vez que , no momento se encontrou sereno e calmo.O Rio Vez está localizado na falda da Serra do Soajo no Parque Nacional da Peneda-Gerês, Portugal.






Este rio atravessa a terra de Arcos de Valdevez onde se realizou o famoso Torneio de Arcos de Valdevez que está na origem da Independência de Portugal. Principal afluente do Rio Lima, na margem direita. Pertencente à bacia hidrográfica do rio Lima e à região hidrográfica do Minho e Lima.




As águas deste rio são ricas em truta, facto que atrai numerosos entusiastas na época da pesca. Como prova disso, enquanto passeávamos pelas suas margens, observamos um peixe morto e calculámos que será uma truta.

.




Aula de campo "Ocupação Antrópica e Risco Geológico"


Dia 11 de Março de 2010


Durante esta aula de campo, tivemos oportunidade de visitar 5 locais (Arcos de Valdevez, Frades, Serra d'Arga, Ofir e Apúlia). Em Arcos de Valdevez, estivemos em contacto com o rio Vez em diferentes fases. De seguida dirigimo-nos para Frades onde observamos a derrocada que acontecera naquele local. A Serra d'Arga foi o próximo local onde estivemos. Durante este percurso fizemos várias paragens para observação de aspectos relevantes da geologia desta região. Antes do regresso a Fafe, ainda visitamos a linha costeira de Ofir e da Apúlia.

Propriedades físicas dos minerais

Propriedades físicas dos minerais

Cor dos minerais


A cor é a propriedade mais óbvia na observação de minerais. Muitos minerais têm uma cor constante, designando-se de minerais idiocromáticos (figura 1).Outros minerais não apresentam cor constante, como por exemplo, o quartzo que pode ser incolor, branco ou róseo, entre outras cores. Estes minerais com cor variável chamam-se de alocromáticos.





Risca ou traço

A cor do mineral quando reduzido a pó corresponde à risca ou traço. Esta propriedade é importante na identificação de minerais, pois apesar a cor do mineral poder variar, a risca, normalmente, mantém-se constante, podendo, em certos casos, ser diferente da própria cor do mineral. A risca pode ser facilmente determinada friccionando o mineral sobre uma placa de porcelana fosca, muito dura.




Brilho

O brilho consiste no efeito produzido pela qualidade e intensidade de luz reflectida numa superfície de fractura recente do mineral.
Os minerais podem ter brilho metálico, reflectem a luz de um modo semelhante ao dos metais polidos, e brilho não metálico ou vulgar.




Clivagem e fractura

A tendência de um mineral partir segundo direcções preferenciais, desenvolvendo superfícies de ruptura planas e brilhantes, denomina-se de clivagem.
A fractura acontece quando os minerais se desagregam em fragmentos com superfícies mais ou menos irregulares, sem direcção privilegiada.




Dureza
A dureza consiste na resistência que o mineral oferece à abrasão, ou seja, a ser riscado por outro mineral ou por determinados objectos. Esta propriedade é normalmente avaliada em relação à dureza de outros minerais. A determinação da dureza dos minerais é usualmente feita em relação aos termos da escala de Mohs.




Fontes: http://www.netxplica.com/

Reflexão: Estas características ajudam-nos a identificar os minerais e a classificá-los, mediante vários critérios, os dados fornecidos por estes parâmetros tornam-se essenciais para o estudo da crusta terrestre e no entendimento do plano geológico em que estamos inseridos.